Como migrar um repositório git sem perder o histórico?

Faz alguns anos que comecei a trabalhar com git e na época escolhi o Unfuddle como serviço para meus repositórios privados e de clientes. Atualmente estou usando o Bitbucket para repositórios privados e o Github para projetos open-source, mas ainda tem alguns repositórios “legados” no antigo serviço.

Ontem retomei um projeto de uns dois anos atrás que estava no unfuddle e resolvi migrar para o bitbucket, mas como fazer esta migração mantendo todo o histórico de commit e branches do repositório?

Como migrar um repositório git sem perder seu histórico?

O primeiro passo é fazer o clone do repositório original, para pegar todas as informações necessárias:

git clone url-do-repositorio.git

Agora você tem todos os arquivos e históricos do repositório no seu repositório git local. Vamos remover o repositório remoto (no meu caso, o unfuddle). Neste exemplo o nome do repositório remoto é “origin”, substitua se necessário.

git remote rm origin

Agora vamos adicionar o novo repositório remoto (no meu caso, o do bitbucket):

git remote add origin [email protected]:gserrano/meurepositorio.git

Para finalizar, vamos dar um push de todos os dados do seu repositório local (recuperados do seu antigo repositório remoto) para o novo repositório remoto:

git push -u origin --all
git push -u origin --tags

Pronto, assim você não perde o histórico do seus repositórios GIT e tem liberdade para migrar de serviço se necessário.

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Como ignorar arquivos no Git

Faz algum tempo que estamos usando o Git para fazer deploy nos projetos da GS Solutions e um dos cuidados que isso exige é manter os arquivos de configuração do servidor de produção intactos.

Como ignorar arquivos no Git?

.gitignore

O modo mais fácil de ignorar arquivos no repositório é através do gitignore. O gitignore é uma lista que ignora qualquer arquivo que ainda não foi acompanhado pelo repositório através do git add. Veja a documentação (en).

Quando um arquivo já foi adicionado ao sistema de tracking muitas pessoas acham que o gitignore não está funcionando. Na verdade você precisa remover o arquivo do índice para que repositório pare de monitorar aquele arquivo.

Como fazer usar o .gitignore para um arquivo que já foi commitado?

Se um arquivo já foi adicionado e commitado não adianta somente adicionar ele no seu .gitignore, você precisa primeiro remover ele do sistema de tracking do git. Para isso utilize o comando abaixo:

git rm --cached config.json

No exemplo abaixo o git vai remover o cache/tracking do arquivo config.json e se ele estiver no .gitignore do repositório ele não será mais indexado nos commits.

Como ignorar um arquivo do repositório no git

Para arquivos de configuração eu prefiro que eles estejam no tracking do git, pois eles são parte do projeto e devem estar no repositório. Mas apesar de estarem no repositório, não quero enviar para o repositório minhas alterações locais. Para isso podemos pedir para que o git considere que determinados arquivos não foram alterados alterando o índice do git manualmente.

Mantendo o exemplo do arquivo config.json vamos supor que ele não está no seu gitignore e você fez alterações para o ambiente de desenvolvimento e não quer correr o risco de commitar estas mudanças.

Diga para o git considerar que aquele arquivo não foi alterado com o seguinte comando:

git update-index --assume-unchanged config.json

Agora seu repositório vai considerar que este arquivo não foi alterado mesmo que você atualize ele inúmeras vezes. Se você precisa dar commit em alguma alteração no arquivo é só remover o status de “não alterado” deste arquivo no índice do repositório com a seguinte linha de código:

git update-index --no-assume-unchanged config.json

Para arquivos de configuração eu prefiro utilizar o –assume-unchanged. Deixo o .gitignore para arquivos de uploads do projetos, cache e demais arquivos que não fazem parte do projeto.

Como vocês lidam com arquivos de configuração no repositório? Deixe dicas nos comentários!

Palestra sobre Componetização de CSS e HTML (Front in Sampa 2013)

[http://www.youtube.com/watch?v=00NrHc7Vz4g]

Saiu o vídeo oficial da minha palestra no FrontInSampa 2013, sobre componetização de HTML e CSS e a polêmica sobre orientação a objetos com CSS.

E os slides:

[slideshare id=28678434&doc=componetizacaodecsscomcompass-131127102153-phpapp02]

E você usa componetização de CSS e HTML? Que ferramentas utiliza para isso?

Datas recursivas com PHP

Em um dos projetos que estou trabalhando eu precisei trabalhar com datas recursivas a partir de uma data inicial e de uma periodicidade. 

Datas no PHP

Não vou abordar a fundo como trabalhar com datas no PHP, apenas como adicionar determinado número de dias em uma data. Se você não tem ideia de como trabalhar com datas no PHP, recomendo começar pelo manual do PHP date() date(). 

Mas o conceito de recursividade é simples e vou explicar abaixo o funcionamento de cada passo para gerar datas repetidas com PHP.

Formatando a data de hoje

Primeiro, o básico de formatação de datas com PHP. Estou trabalhando com MySQL (date), portanto trabalho com a seguinte formatação.

date('Y-m-d');

O código acima vai retornar a data de hoje no formato ano-mes-dia.

Adicionar dias em uma data

Para dar início a recursividade a lógica é: tenho uma data e preciso saber qual será a data daqui X dias, e assim sucessivamente. Para adicionar dias a uma data usamos a função strtotime (veja o manual) do PHP junto com date. 

No exemplo abaixo o resultado deve ser a data formatada para exatamente daqui a 7 dias.

date('Y-m-d', strtotime(date('Y-m-d') . '+7 days'));

Recursividade de datas

Com estes 2 conceitos básicos sobre datas no PHP e um pouco de criatividade você consegue gerar datas recursivas no PHP

No exemplo abaixo, vou pegar as próximas 10 datas a partir de hoje, com uma periodicidade de 15 dias e colocar no array $myDates;

$lastDate = date('Y-m-d');
$myDates = array();
for ($x=0; $x<=10; $x++){
  $myDates[] = $lastDate;
  $lastDate = date('Y-m-d', strtotime($lastDate . ' +15 days'));
}

Recursividade de datas por período

Indo um pouco mais longe, você pode fazer seleções de datas dentro de janela de tempo usando quase a mesma lógica – mas deve tomar cuidado para não gerar loop infinito no seu código.

No exemplo abaixo, quero retornar todas as datas a partir de hoje, contando de 15 em 15 dias, até a data limite de 4 de Dezembro.

$lastDate = date('Y-m-d');
$endDate = '2014-12-04';
$myDates = array();
$finished = false;
while(!$finished){
  $lastDate = date('Y-m-d', strtotime($lastDate . ' +15 days'));
  if(strtotime($lastDate) > strtotime($endDate)){ $finished = true; break; }
  $myDates[] = $lastDate;
}

Usando a mesma verificação do $endDate você pode configurar uma data inicial e uma final, selecionando apenas as datas dentro deste período.

Talvez existe algum método mais eficiente de fazer isso. Quando pesquisei sobre o assunto encontrei a biblioteca When, mas ela não era exatamente o que eu queria. 

Se você precisa saber quando serão as próximas Quarta-Feiras que irão cair em um dia 2 de Fevereiro, é a biblioteca para você, vale conferir. Se você optar pela When tome cuidado com os loops infinitos que ela pode gerar.

Como verificar o número de variáveis passadas em um shellscript?

O que mais me traz satisfação como desenvolvedor é gerar automatização de tarefas. Desenvolver ferramentas e rotinas que possibilitem que minha equipe ou meus clientes trabalhem menos para alcançar determinado objetivo.

Desde gerar backups até configurar um ambiente de desenvolvimento ou produção. Hoje fui implementar umas alterações no shellscript para criar um site no apache e criar as pastas no meu ambiente local, mas para isso precisava verificar o número de variáveis passadas pelo usuário antes de continuar a execução do script. 

Como verificar o número de variáveis passadas no shellscript?

Para ter o número de variáveis que um shelscript recebeu é bem simples:

$#

Sabendo disso basta você fazer uma comparação para validar se o número de variáveis é o que você esperava. No exemplo abaixo o script finaliza a execução se o usuário não passar pelo menos 2 variáveis:

if [ $# -lt 2 ]; then
echo 'Necessário 2 variáveis'
exit 0
fi

Uma dica do Bruno para tornar o código mais legível é fazer a comparação da seguinte forma, e também usar exit 1 para quando der erro, fica assim:

if [[ $# < 2 ]] then
echo 'Necessário 2 variáveis'
exit 1
fi

Usar o exit 1 quando algo der errado no seu script impede que outros scripts sejam executados na sequência se o seu deu errado, por exemplo:

seu_script.sh && seu_segundo_script.sh

Se algum erro acontecer no seu_script o seu_segundo_script não será executado.

Agora consigo validar a execução de qualquer shellscript e evitar erros. Se voc6e tem uma maneira diferente de fazer esta verificação deixe nos comentários!